M. Ianner    Araçatuba - XX em 16/11 - 22h18   
Amigos do RG

Esta questão de uma nova matriz energética passa sem dúvida alguma, por uma nova visão de urbanismo e rearranjo de múltiplas fontes de energia. Para ajudar a compreender e ampliar a discussão que aconteceu em alguns posts anteriores resolvi abrir outro post aqui, para colocar um vídeo que fizemos durante o período de faculdade, que resultou em um trabalho acadêmico, nas disciplinas de Biogás e Fontes de Energia Alternativas- Projeto de COOGERAÇÂO DE ENERGIA, coordenadas pelos Prof. Drs. Lucinda Giampetro Brandão e Giuliano Pierre Estevam, da FATEC- Araçatuba.

Este sítio, aonde aconteceu a visita técnica, se localiza em Buritama-SP e é totalmente autosuficiente em energia elétrica através do aproveitamento da matéria fecal bovina produzida a a partir da criação de gado leiteiro local. Deve se ressaltar o uso de alta tecnologia na captação e estoque do leite produzido bem como na própria estrutura de aproveitamento de Biogás, que de forma razoavelmente barata, pode ser implantada economizando cerca de 14 mil reais/mês de energia elétrica contratada. O sucesso desta experiência contrasta com os diversos "fracassos" ocorridos na década de 1980, exclusivamente por falta de apoio técnico e de manutenção por parte de instituições públicas. Hoje, o Brasil possui a maior produção de Biogás do mundo concentrado em só local (fazenda de criação de suínos, em Goiás.)

Inúmeros aterros sanitários estão trabalhando com objetivo de aprimorar esta tecnologia bem como algumas empresas de saneamento. O futuro, acreditamos está indicando que o aproveitamento de dejetos humanos seja o caminho viável para obter uma energia possível de abastecer cada condomínio ou, até um bairro inteiro. Claro que existem detalhes técnicos a serem solucionados, mas muitas empresas, nacionais e internacionais estão investindo alto em pesquisas e instalações.

M. Ianner Araçatuba-XX comentou em 19/11 - 09h13
Bom Dia

Jacob, não sei se você entendeu bem: o vídeo sem edição tem 5 horas...O editado está no you tube, e publiquei aqui ok? Você pode baixar o vídeo de lá ou simplesmente poste o endereço do vídeo no Facebook . Se você não conseguir ou não souber baixar do you tube me avise por aqui ou no meu email. Eu dou um jeito de postar em um servidor e você baixa sem dificuldade.

O site que eu mencionei no comentário é o do balanço energético nacional. (Entra no meu perfil e pega meu email. Envia um email para mim, que eu te envio este documento se não conseguires baixar: [Ver site]

Jacob Criciúma-SC comentou em 17/11 - 23h14
Bom dia Marcos. Segundo informação tua, o trabalho tem 5 horas e infelizmente não encontrei, para realmente não perder a essência, pois também tenho a mesma opinião. Fui abrir o site que enviaste ao final do teu comentário, mas infelizmente não consegui. Poderias me mandar o material de alguma forma? Desde já agradeço a colaboração e pela autorização para postar material tão valioso para nosso planeta, já tão consumido de maneira desordenada.
M. Ianner Araçatuba-XX comentou em 17/11 - 16h11
Bom Dia

Jacob, esteja à vontade. A unica coisa que peço é que ele seja postado tal como é, sem cortes, para que não perca a lógica. Este material tem 5 horas de edição bruta e no vídeo final tem o essencial, ok?

Renê, o que eu quis salientar é que O MODELO ENERGÉTICO a médio e longo prazo TERÁ OBRIGATORIAMENTE que se descentralizar, compreende?

Logas redes de transmissão, como usamos hoje estão fadadas ao desaparecimento neste modelo.

Esta mudança será obrigatória, por que o desenvolvimento estará condicionada a ela. Teremos que repensar o paradoxo: "recursos esgotáveis x desejo/consumo infinito)já anunciado faz muito por muitos que estudam esta área seriamente. NÃO VAI DAR PARA FICAR COMO ESTÁ.

NA matriz brasileira, assim como em outros países do mundo, o grande consumo de energia é industrial. Enquanto as indústrias usam 34% de energia produzida, as residências alocam 9%. Mesmo que a diferença seja muito grande, 9% representa números considerados...Anualmente o Governo publica estes dados, que podem nos orientar claramente. Alguns pesquisadores, nos quais eu me incluo humildemente, compreendem que esta mudança deve começar na geração de energia urbana e para tanto, será preciso uma verdadeira revolução estrutural, no que diz respeito às formas de organização urbana. Meio de produção de energia, seja qual for, NÃO SERÁ CENTRALIZADO, como hoje é.

Como mencionei, no caso da escolha cair sobre o Metano gerado a partir de Biogás, será preciso além disto, uma mudança radical nas condições de saneamento (aonde elas existem)pois há detalhes que podem simplesmente aniquilar qualquer possibilidade de sucesso (por exemplo, o uso de desinfetantes, detergentes e quaisquer outra substância que possa matar as bactérias que participam da metanogênese, sem as quais, NÃO HÁ BIOGÁS.)Como vemos, nãos erá algo de um indivíduo ou uma empresa, senão que fruto de um esforço coletiva da comunidade. O benefício é esta comunidade NÃO TERÁ CUSTOS COM ENERGIA ELÉTRICA, além daqueles mínimos de manutenção do processo. Para quem quiser se informar melhor, esta é a matriz brasileira de produção e consumo ( Balanço Enérgico) 2012-2013.

[Ver site]

Jacob Criciúma-SC comentou em 17/11 - 12h04
Marcos, quero se permitires, postar o vídeo no face.
Jacob Criciúma-SC comentou em 17/11 - 12h02
Bom dia Marcos. Muito bacana esta matéria e principalmente o desafio dos primeiros que desenvolveram estas técnicas no sítio da Vovó Cida, haja visto que na época, como foi dito na matéria, o conhecimento técnico quase não existia no Brasil. Tinha-se que importar livros sobre o assunto e quem tinha algum conhecimento, não gostava de trocar ideia. Vendo o vídeo, sei como eles tiveram contratempos, gastos para chegar a concluir alguma etapa e como foi gratificante para vocês visitarem um lugar auto sustentável em energia limpa. Sei que muita coisa há por vir, em termos de energia limpa, pois o que é moderno hoje, será obsoleto amanhã.
Renê Suwa-XX comentou em 17/11 - 00h14
Sem dúvida alguma existem várias opções mas, quando se trata de um modelo econômico, qualquer que seja a viabilidade ela não é somente tratada no âmbito acadêmico. Não que o estudo ou a pesquisa não tenha seu peso na decisão, mas o que ocorre é que não é o principal. Todas estas alternativas até o momento foram pontuais: Energia Solar, biogás dentre outras. Entendamos que o desenvolvimento de energia alternativa que pretendem ter abrangência macro seguem determinados processos que envolvem vários interesses, empresas especializadas e viabilidade logística. Eu desisti de investir em um curso de energia solar após pesquisar o que ocorreu na Europa e é fato que não aconteceu lá e muito menos na China pois continuam queimando carvão e poluindo em níveis insuportáveis e porque ?.. Um amigo meu que tem uma empresa de projetos de engenharia, participou recentemente de um congresso sobre energia eólica e pelo visto esta seria uma forma de aproveitar parte da estrutura já instalada das redes de distribuição sendo economicamente mais viável e claro com investimentos justificados para que as empresas possam ter as concessões e assim tirar o tão almejado lucro. Infelizmente nos temos que enxergar que não é a necessidade do planeta que faz o momento e sim os interesses financeiros e econômicos envolvidos em termos globais. Abs

Caro Rogério..sem querer postei em um novo Comentário ..Se for possível excluir agrade"co

Verde Campo Magro (Reg Metrop Curitiba)-PR comentou em 16/11 - 22h38
Me parece que em Piraí do Sul-PR o biogás vem sendo usado desde a década de 80 no ambiente doméstico (se usa para cozinhar), não sei a quantas anda agora mas na época foi muito comentado.













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