Segunda-feira, 27 jan 2020 - 11h01
Por Maria Clara Machado

101 cidades em emergência após chuvas históricas em MG

As chuvas torrenciais que desabaram sobre o estado de Minas Gerais em quatro dias fizeram 101 municípios decretarem situação de emergência. O balanço da Defesa Civil estadual atualizado nesta segunda-feira, dia 27, é de 44 vítimas fatais e ainda 19 desaparecidos. O volume total de chuva surpreendente lembra as chuvas de monções que atingem a Índia todos os anos.

Homens da prefeitura trabalham na limpeza em Belo Horizonte após as chuvas torrenciais dos últimos dias. Crédito: Defesa Civil de Belo Horizonte.
Homens da prefeitura trabalham na limpeza em Belo Horizonte após as chuvas torrenciais dos últimos dias. Crédito: Defesa Civil de Belo Horizonte.

A capital Belo Horizonte, por exemplo, recebeu a maior quantidade de chuva em 110 anos. Foram 171 mm de chuva no período de 24 horas (entre os dias 23 e 24), de acordo com as medições oficiais divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Normalmente os temporais castigam os grandes centros urbanos no mês de janeiro e a média de chuva em Belo Horizonte é alta, chega a quase 330 mm.

Neste ano de 2020 a quantidade de chuva já passou de 660 mm na capital. Já é um volume de chuva muito alto ao lado de outros anos históricos.

Um levantamento do INMET mostra os janeiros mais chuvosos em Belo Horizonte: 850,3 mm (1985), 781,6 mm (2003) e 651,2 mm (1991). Assim como este ano, são quantidades de chuva excepcionais como os que acontecem durante o período de monções na Índia.

As inundações e deslizamentos de terra fizeram 26 mortos só na região metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Defesa Civil, o número de desabrigados passa de 3 mil e de desalojados de 13 mil pessoas.

Kurumí
O Painel Global acompanhava o ciclone subtropical batizado de Kurumí, que ganhou força em alto mar entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo no final da semana. O Kurumí não foi o responsável pela chuva torrencial no continente, mas inicialmente ajudou a sustentar a presença de muita umidade e de nuvens bastante carregadas sobre o centro e o sul de Minas Gerais, o Espírito e norte do Rio de Janeiro.

Segundo institutos de meteorologia, outras condições do tempo mantiveram a chuva enquanto o ciclone subtropical se afastou no oceano perdendo força durante o fim de semana.



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