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Segunda-feira, 15 jun 2026 - 12h01
Por Maria Clara Machado

Alerta Global: Antártida registra calor recorde para junho e chuva inédita

Os novos registros inéditos foram divulgados com base em observações na Base Esperanza, estação de pesquisa argentina, na Península Antártica. A região teve temperatura recorde às vésperas do inverno, chuva onde não acontecia e uma aceleração surpreendente no degelo.

Imagem ilustrativa. Estação de pesquisa Base Esperanza, fundada em 1952 e em operação na Antártida até hoje. Crédito: <BR>NOAA Photo Library.Flickr: anta0060, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=17668257 <BR>
Imagem ilustrativa. Estação de pesquisa Base Esperanza, fundada em 1952 e em operação na Antártida até hoje. Crédito:
NOAA Photo Library.Flickr: anta0060, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=17668257

A Antártida registrou seus 15,4°C em 6 de junho de 2026, uma temperatura recorde para o mês de junho, poucos dias da entrada oficial do inverno no Hemisfério Sul. A marca superou o recorde anterior de 13,3°C em 1998 e está muito acima do normal, que seria em torno dos -6,2°C nesta época do ano.

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O aquecimento global e o degelo acelerado
Os impactos do aquecimento de 20 graus acima do normal na Antártida já são visíveis. A taxa de degelo acelerado em razão do calor mudou a paisagem e várias áreas próximas à base estão sem neve a três semanas consecutivas com temperaturas diárias acima de zero grau, relatam os climatologistas.

O degelo constante cresceu seis vezes em quatro décadas. Colônias de Pinguins já estão sendo afetadas. O marrom da terra, a cor cinza das rochas e até grama, começam a aparecer em áreas que sempre foram congeladas.

Segundo o pesquisador Raúl Cordero, da Universidade de Groningen, nos Países Baixos, esta “onda de calor afetou o extremo norte da península antártica e não foi um evento isolado”.

Em outras partes do continente, bases argentinas de Marambio e San Martín também registraram recordes para o início de junho, com temperaturas máximas acima de 11°C e 9°, respectivamente.

O cientista do clima Thomas Caton Harrison, do Serviço Antártico Britânico, também ressaltou uma quantidade surpreendente de chuva, que caiu sobre áreas, onde normalmente ocorre apenas neve.

Segundo Harrison, é notável que as mudanças climáticas estejam acontecendo, mas serão necessários dados de longos anos para compreender o clima mais a fundo da região.

Os especialistas alertam para o impacto global das mudanças no continente gelado. O gelo da Antártida é crucial para regular a temperatura em grande parte do planeta.

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