Quarta-feira, 21 jul 2021 - 18h42
Por Maria Clara Machado

Alerta de onda de calor na Inglaterra é prorrogado até a sexta-feira

A mais recente onda de calor que atinge o Reino Unido está de novo chamando atenção dos especialistas em clima. A subida das temperaturas acontece poucas semanas após as intensas ondas de calor que atingiram o Canadá e oeste dos Estados Unidos e ainda parte da Sibéria.

Temperatura chegou a 30°C no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, um valor extremo para a a região. Crédito: Imagem divulada pelo twitter @AHaglington
Temperatura chegou a 30°C no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, um valor extremo para a a região. Crédito: Imagem divulada pelo twitter @AHaglington

As altas temperaturas na Inglaterra foram motivo para que a Agência de Saúde Pública e o Met Office emitissem alerta de calor extremo com risco à saúde desde a segunda-feira e agora prorrogado até a sexta-feira. Ontem, a temperatura máxima chegou oficialmente a 31,6°C em Londres, a maior do ano até agora e totalmente atípico para a região.

Grande parte da Inglaterra continua sofrendo com a onda de calor. O Met Ofiicce ainda prevê temperaturas de até 30°C e noites também quentes. Principalmente o centro e o sul do Reino Unido estão enfrentando as temperaturas mais altas e só no fim de semana o calor deve diminuir na maioria das áreas, segundo o instituto.

Os idosos, as crianças e pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares são as mais vulneráveis e necessitam de atenção redobrada. Desde o fim de semana, três crianças foram internadas com queimaduras solares e houve o registro de doze afogamentos de adolescentes. Todos os casos estão sendo investigados.

As ondas de calor do verão de 2020 estão associadas a mais de 2500 mortes em razão de problemas cardiovasculares e respiratórios provocados pelo aumento da pressão.

Os extremos climáticos preocupam cada vez mais os pesquisadores. Rob Thompson, meteorologista da Universidade de Reading, declarou que as ondas de calor britânicas já estão mais intensas e duradouras comparado apenas com algumas décadas atrás. É esperado que as ondas de calor daqui para frente se tornem mais regulares e com grande risco à saúde.

O cientista Michael Byrne, da Universidade de St Andrews, também é categórico em falar que as ondas de calor são lembretes evidentes dos impactos acelerados do aquecimento global e o Reino Unido está despreparado para esta situação.

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