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Segunda-feira, 2 mar 2026 - 15h54
Por Maria Clara Machado

Caiobá é a nova tempestade subtropical na costa do Brasil nomeada pela Marinha

A Marinha do Brasil emitiu aviso especial para a formação de uma nova tempestade subtropical ao largo da costa Sul e Sudeste do Brasil, batizada de Caiobá. O nome tem origem tupi-guarani e significa “habitante da mata”.

Projeção das ondas em alto mar ao largo da costa do BR, onde a tempestade subtropical Caiobá está atuando mais ao Sul. Crédito: WINDY/Modelo GFS Wave
Projeção das ondas em alto mar ao largo da costa do BR, onde a tempestade subtropical Caiobá está atuando mais ao Sul. Crédito: WINDY/Modelo GFS Wave

De acordo com o último boletim emitido pela Marinha às 13:00 UTC (10 horas no horário de Brasília), a tempestade Caiobá tem pressão central de 1003 hPa (hectopascal) e está localizada sobre o Atlântico Sul, em oceano aberto, afastada da costa.

Caiobá se move com direção sul-sudeste, mas deve permanecer o tempo todo em alto mar, desta maneira, não oferece risco direto costeiro e os alertas estão restritos à navegação na região de atuação da tempestade.

Os ventos sustentados ficam entre 61 km/h a 74 km/h, o que deixa o mar grosso e muito grosso, afetando toda área sul oceânica, na altura entre a costa Sudeste e Sul do Brasil, segundo o aviso especial da Marinha.

Caiobá ainda deve permanecer como tempestade subtropical até a madrugada da terça-feira, dia 3, enfraquecendo para uma depressão tropical com ventos entre 61 km/h e 51 km/h.

Projeção dos ventos em alto mar onde a tempestade subtropical Caiobá está atuando, localizada mais ao Sul. Crédito: WINDY/GFS
Projeção dos ventos em alto mar onde a tempestade subtropical Caiobá está atuando, localizada mais ao Sul. Crédito: WINDY/GFS

O que é uma tempestade subtropical?
Os ciclones mais comuns a se desenvolverem na costa do Brasil são os ciclones extratropicais, dos quais ouvimos falar o ano todo.

Meteorologistas explicam que enquanto os ciclones extratropicais se formam em latitudes médias e altas, associados à frentes frias e com um núcleo frio, as tempestades subtropicais tem uma formação mista com um núcleo parcialmente quente ou até quente e se desenvolvem em latitudes subtropicais (entre 20° e 40°).

Por isso, no Brasil são considerados fenômenos atípicos e merecem toda a atenção. Se um sistema como este apresentar ventos sustentados acima de 60 km/h é classificado como uma tempestade subtropical e recebe o nome em tupi, oficialmente pela Marinha do Brasil.

A primeira tempestade subtropical a receber nome no Brasil foi Arani em março de 2011, sendo Caiobá o décimo sétimo fenômeno a ser monitorado na costa brasileira pela Marinha.

A última tempestade subtropical a se formar foi Biguá, na costa entre o Sul e Uruguai, em dezembro de 2024.

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