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Segunda-feira, 30 mar 2026 - 10h58
Por Maria Clara Machado

Cientistas descobrem maior colônia de corais já vista no mundo na Fossa das Marianas

Uma estrutura colossal formada por corais-pétreos em região vulcânica submersa no Pacífico foi revelada de perto por cientistas do Programa de Monitoramento de Recifes de Coral da NOAA. O tamanho é tão surpreendente que desafia todas as condições extremas atuais no contexto das mudanças climáticas.

Pesquisador da NOAA em frente ao enorme coral no Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas. Crédito: NOAA Fisheries
Pesquisador da NOAA em frente ao enorme coral no Monumento Nacional Marinho da Fossa das Marianas. Crédito: NOAA Fisheries

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Encontrar uma estrutura majestosa desta parece algo milagroso num cenário cada vez mais preocupante de grandes branqueamentos de corais e perda do habitat natural com o aquecimento excessivo da água dos oceanos.

A colônia de corais-pétreos (stony corals, em inglês), da espécie Porites está submersa no arquipélago das Marianas, ao leste das Filipinas, no fundo do Pacífico e sua existência já era do conhecimento dos moradores locais, mas nenhuma expedição científica deste tipo havia sido realizada até então.

“O coral era tão grande que não conseguimos medi-lo facilmente devido às restrições de segurança para mergulho”, afirmou Thomas Oliver, Ph.D., cientista-chefe do Programa de Monitoramento.

As primeiras medições foram feitas para o Programa de 2025 e sugerem que a colônia cobre uma área aproximada de 1.347 metros quadrados, se estendendo por cerca de 30 metros na parte superior e 60 metros na base.

Detalhes de mergulhador próximo ao gigantesco coral descoberto nas Ilhas Marianas. Crédito: divulgação NOAA
Detalhes de mergulhador próximo ao gigantesco coral descoberto nas Ilhas Marianas. Crédito: divulgação NOAA

O coral descoberto é do genêro Porites e o maior dessa espécie já visto no mundo. Crédito: divulgação NOAA
O coral descoberto é do genêro Porites e o maior dessa espécie já visto no mundo. Crédito: divulgação NOAA


Segundo os cientistas, é o maior coral no gênero Porites já registrado, sendo 3 a 4 vezes maior que a enorme colônia relatada em 2020 na Samoa Americana.

Além do tamanho equivalente a uma catedral, a idade também é algo extraordinário nesta descoberta. Os pesquisadores explicam que é difícil determinar a idade exata da estrutura, mas levando em conta um crescimento de 1cm ao ano, o coral pode ter mais de 2050 anos.

Desenho mostra a proporção da estrutura de corais comparada ao tamanho de ônibus escolares. Crédito: NOAA
Desenho mostra a proporção da estrutura de corais comparada ao tamanho de ônibus escolares. Crédito: NOAA

Um habitat especial
O que faz deste coral especial é sem dúvida o lugar onde ele está localizado. A colônia foi descoberta na caldeira de Maug, na Fossa das Marianas, o lugar mais profundo do oceano que chega a 11 mil metros abaixo da superfície no ponto mais longe.

A região tem grande interesse científico, abrigando ecossistemas de recifes de coral, vulcões submersos e fontes hidrotermais.

As condições oceânicas são particulares com a presença de fontes de dióxido de carbono, onde notavelmente impactam apenas o habitat a poucos metros, mas não afetam os enormes corais, a algumas centenas de metros de distância.

“É notável ver esses dois extremos: um mega coral resiliente e próspero e uma zona morta perto das fontes de dióxido de carbono, fazendo parte da mesma área. É realmente um lugar muito especial”, declarou Barkley.

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