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Quarta-feira, 26 ago 2026 - 16h30
Por Maria Clara Machado
Especialistas buscam entender relação de enorme deslizamento e terremoto no Nepal
Um enorme deslizamento de terra seguido de inundação engoliu de uma só vez vilas inteiras às margens do rio Trishuli, na fronteira do Nepal com o Tibete , na Ásia, deixando um saldo até o momento de 157 mortos e mais de 700 turistas desaparecidos. Os especialistas buscam entender se o desastre teve relação com o evento sísmico também ocorrido na região.
![]() Câmeras da região capturam exatamente o momento do enorme deslizamento no Nepal. Crédito: redes sociais/via X @ravipandey2643
As hipóteses do abalo sísmico tectônico ou a onda sísmica deste evento terem desencadeado o deslizamento logo apareceram. Entretanto, passadas as horas, os cientistas do USGS trabalharam com outra hipótese, a de que "a energia sísmica tenha sido gerada pelo próprio deslizamento de terra". O abalo de magnitude 5.2 pode não ter sido um sismo comum de origem tectônica, mas sim resultado de uma enorme quantidade de massa de rochas e gelo que colapsou, deslizando encosta abaixo, tendo força suficiente para gerar um sinal sísmico. ![]() Câmera captura de outro ângulo o deslizamento ocorrido repentinamente na fronteira do Nepal com o Tibet. Crédito: redes sociais ![]() Vilas inteiras foram atingidas por inundações de lama. Crédito: redes sociais A água vinda das chuvas ou do degelo pode ter força suficiente para desestabilizar o solo, explicam os especialistas. Ainda assim, as conclusões são precipitadas e vão necessitar de maiores análises do ocorrido na região. Imagens de satélites do local, análises da zona montanhosa e com glaciares do Nepal, o curso do rio, as chuvas recentes, tudo será levado em conta para entender o que aconteceu de fato. Pesquisadores explicam que numa área geográfica como o Nepal, os riscos acontecem em cadeia, com um evento podendo aumentar a probabilidade de outro.
![]() Mapa mostra a grande área atingida pelas inundações ao norte e oeste de Kathmandu, no Nepal. Crédito: GoogleMaps A região é turística e há centenas de desaparecidos, a maioria da Índia, seguidos por Malásia, Reino Unido, África do Sul, Estados Unidos, Austrália e Países Baixos, além de nacionalidades ainda não confirmadas pelo Conselho de Turismo do Nepal. Por isso, o número de vítimas tende a aumentar. Também havia trabalhadores, policiais e militares e funcionários do setor elétrico, segundo informações das autoridades. |
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