Segunda-feira, 6 set 2021 - 13h48
Por Maria Clara Machado

Extração de madeira na Amazônia foi equivalente a 3 cidades de SP em um ano

Dados recentes sobre a extração de madeira na Floresta Amazônica relevaram, às vésperas do Dia da Amazônia, comemorado em 5 de agosto, que uma grande área equivalente a três cidades de São Paulo foi devastada no período de um ano. Mato Grosso, Amazonas e Rondônia foram os estados que mais retiraram madeira da Amazônia.

Ação da Operação Amazônia em Colniza, em Mato Grosso, realizada em junho de 2021. Crédito: Imagem ilustrativa/ SemaMT/Fotos Públicas.
Ação da Operação Amazônia em Colniza, em Mato Grosso, realizada em junho de 2021. Crédito: Imagem ilustrativa/ SemaMT/Fotos Públicas.

O Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (SIMEX) realizou mapeamento, por meio de imagens de satélite, da extração na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020 demonstrando que nos sete estados que compõe a floresta em território brasileiro, a atividade devastou em torno de 464 mil hectares, ou três vezes a cidade de São Paulo, que somando resulta em aproximadamente 4,5 mil quilômetros quadrados.

Mato Grosso, Amazonas e Rondônia concentram maior parte da área explorada
A área total extraída inclui tanto a exploração dentro da legislação ambiental quanto a exploração ilegal de madeira. Entretanto, só no Pará, por exemplo, 55% da exploração de madeira ocorreram em áreas não autorizadas pela Secretaria do Meio Ambiente do estado no período de agosto de 2019 a julho de 2020.

Os estados mais devastados para a exploração de madeira foram Mato Grosso com concentração de 263 mil hectares explorados, o Amazonas com 71 mil hectares e Rondônia com 69 mil hectares de área explorada. O estudo só conseguiu analisar a diferenciação entre as áreas exploradas legalmente e ilegalmente nos estados do Pará e de Mato Grosso.

Ainda segundo os pesquisadores do SIMEX, 78% da área explorada ocorreram em regiões rurais cadastradas, 11% em áreas protegidas e 5% em terras indígenas.

Outro levantamento mais recente que chama a atenção é que os alertas de degradação ilegal quase dobraram entre o período de agosto de 2019 e julho de 2020 na comparação com o período de agosto de 2020 e julho de 2021. Práticas ilegais ligadas ao setor madeireiro alteram documentações na intenção de parecerem algo dentro da legalidade no momento das vendas das toras.

No Ranking da exploração de madeira aparece o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, localizado entre Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, com mais de 9 mil hectares de madeira retirados ilegalmente.

Os levantamentos foram publicados no site da IMAZON no último dia 4 de setembro. A Rede SIMEX é composta pelas organizações de pesquisa ambiental IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia), IMAFLORA (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e ICV (Instituto Centro de Vida).

Extração ilegal e busca de soluções
O combate ao desmatamento ilegal da Amazônia envolve diretamente maior fiscalização, criação e fortalecimento de mais planos de manejo urgentes, defendem os especialistas.

Ações de produção simultâneas à preservação buscam retirar a madeira de forma planejada e sustentável, como exemplo do que já ocorre em cooperativas na área florestal no Pará.

Imagem divulgada pelo IMAZON em comemoração ao Dia da Amazônia, neste domingo, 5 de agosto.
Imagem divulgada pelo IMAZON em comemoração ao Dia da Amazônia, neste domingo, 5 de agosto.

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