Quinta-feira, 17 dez 2020 - 10h32
Por Maria Clara Machado

Gigante iceberg A-68A está a 70 quilômetros da Geórgia do Sul

O maior iceberg do mundo está prestes a terminar a sua jornada de quase três anos e meio, depois de se desprender da Plataforma de gelo Larsen C, na Península Antártida, em julho de 2017. O A-68A encontra-se a apenas 70 quilômetros da ponta sul da Geórgia do Sul e ao que tudo indica, continua rumo à ilha.

Imagem de satélite mostra o gigante iceberg A-68A já muito próximo à Geórgia do Sul no dia 15 de dezembro. Crédito: Worldview/NASA.
Imagem de satélite mostra o gigante iceberg A-68A já muito próximo à Geórgia do Sul no dia 15 de dezembro. Crédito: Worldview/NASA.


Imagens de satélite divulgadas pelo Worldview, da NASA, mostram a posição do iceberg na última terça-feira, dia 15, se aproximando da Geórgia do Sul. A imagem mais recente desta quinta-feira, dia 17, indica que o iceberg está a aproximadamente 70 quilômetros da costa sul da ilha, que é território britânico.

Imagem de satélite mostra a posição do iceberg A-68A a cerca de 70 quilômetros  da ilha Geórgia do Sul, no Atlântico sul, dia 17 de dezembro. Crédito: Worldview/NASA
Imagem de satélite mostra a posição do iceberg A-68A a cerca de 70 quilômetros da ilha Geórgia do Sul, no Atlântico sul, dia 17 de dezembro. Crédito: Worldview/NASA

Os pesquisadores consideram a trajetória do A-68 excepcional. Até agora duas placas de gelo menores se romperam do iceberg original: os icebergs A-68B e A-68C. Ainda assim, o A-68A desafiou as águas mais quentes do oceano, as correntes de ventos e redemoinhos oceânicos em um longo trajeto rumo ao Atlântico sul, se mantendo como uma imensa massa de gelo até agora.

O A-68A poderá encalhar em breve assim que alcançar as águas mais rasas ao redor da ilha, ou até efetivamente colidir com a Geórgia do Sul. Qualquer um dos resultados poderá gerar problemas para a rica vida selvagem local, já que o imenso iceberg deverá bloquear e interferir nas rotas de milhares de pinguins e focas da região em busca de alimento, explicam os cientistas.

Todo o ecossistema da ilha será impactado. Grandes icebergs alteram a temperatura da água do mar ao seu redor e acrescentam enormes volumes de água conforme vão derretendo afetando a vida marinha, também afirmam os estudiosos.

Missão científica vai estudar o gigante de gelo
O British Antarctic Survey (BAS), operação do Reino Unido, lidera uma expedição para estudar o gigante de gelo. Estão sendo enviados dois submarinos robôs para estudar o A-68A e as consequências da sua aproximação ou colisão iminente à Geórgia do Sul.

O British Antarctic Survey lidera uma expedição de quatro meses para estudar o gigante de gelo. Crédito: imagem divulgada pela BAS/David White.
O British Antarctic Survey lidera uma expedição de quatro meses para estudar o gigante de gelo. Crédito: imagem divulgada pela BAS/David White.

Atualmente o gigante está com 3900 quilômetros quadrados, dos seus quase 6 mil quilômetros quadrados originais e sua profundidade é de cerca de 200 metros abaixo da superfície do mar.

Os submarinos gêmeos medem 1,5 metros de comprimento cada um e serão operados de modo remoto durante quatro meses, quando irão coletar informações como a temperatura da água do mar, salinidade e detalhes do iceberg, de acordo com a BAS.

Entretanto, imagens aéreas da Royal Air Force (RAF) começam a revelar rachaduras nas bordas do A-68A, sugerindo que o gigante poderá se romper em outros pedaços até antes de parar perto à Geórgia do Sul. Os cientistas ainda poderão ter surpresas nas próximas semanas!

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Confira nossos vídeos sobre o A-68A em youtube.com/apolochannel



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