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Terça-feira, 5 ago 2025 - 09h24
Por Maria Clara Machado

Japão enfrenta recorde secular de quase 42 graus em onda de calor

O calor acima do normal vem dominando o Japão há semanas e julho terminou como o mais quente da história das medições pelo terceiro ano consecutivo. As ondas de calor já levaram milhares aos hospitais e preocupam os produtores de arroz, alimento básico no país.

Japão enfrenta temperaturas acima dos 41 graus em várias localidades. Crédito: divulgação via X @sty 830/local Prefeitura de Nagano
Japão enfrenta temperaturas acima dos 41 graus em várias localidades. Crédito: divulgação via X @sty_830/local Prefeitura de Nagano


Calor extremo é maior que o da semana passada
A maior temperatura oficial foi de 41,8°C em Isesaki, na província de Gunma, na região central do país, nesta terça-feira, recorde absoluto pela Agência Meteorológica do Japão (AMJ) desde 1898.

As temperaturas bateram novos recordes em várias localidades, superando o calor de 41,2 °C, já registrado na semana passada na província de Hyogo.

Foram 14 cidades na região de Kanto que registraram temperaturas extremas, acima dos 40°C, neste começo de semana.

Segundo a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres, mais de 50 mil pessoas já foram hospitalizadas por insolação neste verão no Japão. As autoridades aconselham moradores permanecerem em casa nos dias de onda de calor.

Mapa indica temperaturas extremas em quase todo o Japão no dia 5. Crédito: divulgação Weather News
Mapa indica temperaturas extremas em quase todo o Japão no dia 5. Crédito: divulgação Weather News

Calor e seca impactam severamente a produção de arroz
Nem as últimas tempestades que passaram próximas ao Japão ajudaram a amenizar os efeitos do clima. Os meses de junho e julho de 2025 foram os mais quentes da história no país. Em particular, julho é o mais quente pelo terceiro ano consecutivo.

Juntamente ao calor extremo, o país vem sofrendo níveis críticos de seca com preocupações crescentes, especialmente em relação às plantações de arroz na região nordeste do país ao longo do Mar do Japão.

A maior problemática é que o clima seco impulsiona a proliferação de percevejos em áreas de cultivo de arroz e num período bem antes do esperado.

Outra preocupação dos agricultores é com as rachaduras no solo por deficiência hídrica, que fazem as plantas murcharem desde as raízes.

Há dois anos o calor extremo afetou a qualidade do arroz o que causou grande escassez em 2024, levando a um aumento excessivo dos preços do produto, alimento básico no Japão.

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