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Sexta-feira, 28 nov 2025 - 15h09
Por Maria Clara Machado
Laudo final do Simepar eleva para F4 tornados em Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) divulgou esta semana o laudo técnico final sobre o evento de tornados que atingiu o interior do Paraná em 7 de novembro de 2025. O mais intenso deles chegou à categoria F4, produzindo danos arrasadores.
![]() Danos severos em Rio Bonito do Iguaçu, atingida por um tornado F4 no dia 7 sete de novembro. Crédito: Por parana.pr.gov.br/aen/Galerias - Ari Dias/AEN, CC0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=178098430 De acordo com Simepar, três tornados se formaram sobre o Paraná na ocasião, atingindo um total de onze cidades do sudoeste e centro-sul do estado. Os tornados 1 e 2 que atingiram as regiões de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava tiveram classificação F4 na escala Fujita de ventos e o tornado 3, que atingiu a região de Turvo, recebeu a classificação F2. O tornado de Rio Bonito do Iguaçu percorreu 75 quilômetros, destruindo cerca de 90% do município. Além de grande extensão percorrida, o tornado variou de tamanho de 750m a 3250m em sua evolução, tendo a maior intensidade em Rio Bonito do Iguaçu. O evento de tornados como um todo foi considerado um dos maiores no Estado do Paraná nos últimos 30 anos, levando em conta a quantidade de fenômenos sequenciais, número de vítimas e destruição massiva em vários níveis. A lista dos municípios atingidos inclui: Rio Bonito do Iguaçu, Turvo, Guarapuava, Quedas do Iguaçu, Espigão Alto do Iguaçu, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Laranjeiras do Sul, Virmond, Cantagalo e Candói. ![]() Trajetória dos tornados sobre o Paraná em sete de novembro. Crédito: divulgação SIMEPAR
Com base nos danos observados é possível estimar a velocidade dos ventos, que em Rio Bonito do Iguaçu alcançou a faixa dos 332 km/h a 418 km/h, ou seja, a categoria F4 na escala Fujita. Informações coletadas do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil do Paraná, do Instituto Água e Terra, além das análises meteorológicas e geoespaciais, foram cruciais para compreender o evento. Foram feitos registros fotográficos por helicóptero sobre a área entre Espigão Alto do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu e Virmond e no distrito de Entre Rios, além do município de Guarapuava, nos dois dias seguintes aos tornados, essenciais para as análises do evento. Também foram levados em conta os registros fotográficos em superfície na área urbana de Rio Bonito do Iguaçu, as imagens, vídeos e depoimentos de terceiros.
“Algumas dessas nuvens, imersas em um ambiente de elevada instabilidade termodinâmica, intensificaram-se ainda mais, evoluindo para a categoria de supercélulas, com características de rotação em torno de seu eixo vertical. O cisalhamento vertical intenso do vento e o transporte de ar quente e úmido foram cruciais para a evolução das tempestades”, afirma o laudo conclusivo. Assim, duas dessas supercélulas foram responsáveis pela ocorrência de três tornados em municípios do Paraná.
Esta mesma supercélula também gerou o Tornado 2, que percorreu 44 km, e passou por Candói em categoria F2 e pelo Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, em categoria F4. A supercélula percorreu aproximadamente 270 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 80 km/h. Uma segunda supercélula percorreu aproximadamente 230 km de distância, com velocidade média de deslocamento de cerca de 85 km/h, e gerou o Tornado 3, que passou sobre Turvo em categoria F2, atingindo uma extensão mais curta de 12 km. ![]() Mapa mostra em detalhe a quantidade de quilômetros percorridos pelos tornados no Paraná. Crédito: SIMEPAR ![]() Trajetórias com indicações de danos dos tornados de Rio Bonito do Iguaçu e Guarapuava. Crédito: SIMEPAR ![]() Trajetória com indicação de danos do tornado em Turvo. Crédito: SIMEPAR ![]() Mapa mostra a escala de danos em Rio Bonito do Iguaçu, após passagem de tornado. Crédito: Simepar |
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