Quarta-feira, 30 jun 2021 - 09h53
Por Maria Clara Machado

Marinha do Brasil está com avisos em vigor da tempestade subtropical Raoni

A Marinha do Brasil nomeou como Raoni uma nova tempestade subtropical que está sobre o Atlântico ao largo da costa do Sul. Raoni vem do tupi guarani e significa chefe ou grande guerreiro. A tempestade subtropical foi nomeada ontem e afeta especialmente os ventos e o mar em áreas das Regiões Sul e Sudeste.

Imagem de satélite mostra o centro de Raoni sobre o mar próximo à costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina nesta quarta-feira, dia 30. Imagem das 12:10UTC. Crédito: NOAA
Imagem de satélite mostra o centro de Raoni sobre o mar próximo à costa do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina nesta quarta-feira, dia 30. Imagem das 12:10UTC. Crédito: NOAA

Segundo informações da Marinha, Raoni se move sobre o mar com direção nordeste, se afastando da costa do Sul, produzindo ventos máximos sustentados de 83 km/h. A previsão é de que os ventos ainda se intensifiquem num raio de até 555 quilômetros a partir do centro da tempestade subtropical, com rajadas de até 101 km/h em alto mar.

Mapa mostra a circulação dos ventos de Raoni que influencia áreas oceânicas e costeiras em parte do Sul e do Sudeste do Brasil. Crédito: WINDY
Mapa mostra a circulação dos ventos de Raoni que influencia áreas oceânicas e costeiras em parte do Sul e do Sudeste do Brasil. Crédito: WINDY

Avisos em vigor
Os avisos são para ventos fortes, mar alto e grosso, associados ao deslocamento de Raoni no trecho entre o Arroio Chuí (RS) e o Cabo de Santa Marta (SC).

No litoral do Rio de Janeiro há aviso de ressaca em vigor até o fim da tarde da quinta-feira. As ondas podem atingir 2,5 metros a 3 metros entre a cidade do Rio de Janeiro e Cabo de São Tomé.

Áreas litorâneas entre Laguna (SC) e Arraial do Cabo (RJ) até 220 quilômetros da costa seguem com ventos fortes de até 74 km/h e mar grosso hoje e amanhã. Já as áreas oceânicas deste trecho mais afastadas da costa até 800 quilômetros, também são atingidas por ventos muito fortes, mar grosso e muito alto com ondas que podem variar de 3 a 7 metros até a sexta-feira, 2 de julho.

Desta maneira, a tempestade subtropical Raoni não oferece maiores perigos às áreas do interior do continente já que seu centro está sobre o mar e se afastando da costa do Sul. Só mesmo trechos litorâneos do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro devem observar os avisos da Marinha do Brasil em relação aos ventos mais fortes e ao mar agitado.

Mapa mostra a projeção dos swells provocados pela atuação de Raoni em alto mar. Crédito: WINDY
Mapa mostra a projeção dos swells provocados pela atuação de Raoni em alto mar. Crédito: WINDY

Como a tempestade Raoni evoluiu
A formação do sistema a aproximadamente a 310 quilômetros ao sudeste do Chuí (RS) já era observada pelos especialistas desde a noite da última segunda-feira, dia 28. O Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), que dá nome a este tipo de fenômeno no Brasil classificou então uma tempestade subtropical a partir da sua intensificação dos ventos.

As rajadas de vento foram estimadas em 83 km/h nos setores sudoeste e oeste do sistema e em 74 km/h nos setores noroeste e norte do sistema.

Meteorologistas da MetSul explicam que o ciclone era inicialmente extratropical e se formou junto a uma frente fria que avançava pelo Sul. Entretanto, o sistema acabou adquirindo outras características a partir da tarde e noite de segunda-feira ao leste da costa do Uruguai e do sul do Rio Grande do Sul. O ciclone se desvinculou da frente fria e passou a ter uma organização independente com características específicas de uma tempestade subtropical.

Também foi no final da segunda-feira, que a NOAA considerou o sistema na costa do Rio Grande do Sul como uma tempestade subtropical.

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