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Segunda-feira, 27 jan 2025 - 10h18
Por Maria Clara Machado
Moradores de São Paulo tentam se recuperar da terceira maior chuva em 64 anos
Moradores de bairros de São Paulo, especialmente das zonas oeste e norte, tentam se recuperar da chuva extrema da sexta-feira. As chuvas de verão mostraram mais uma vez a vulnerabilidade da região metropolitana diante do temporal volumoso, que trouxe grande susto e enormes prejuízos. A Defesa Civil alerta para novos temporais.
![]() Forte chuva causa grandes alagamentos e arrasta carros em São Paulo dia 24 de janeiro. Crédito: RS/Fotos Públicas O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) registrou 125 mm de chuva no período de duas horas, o equivalente a cerca de 40% da média de janeiro que é de 288 mm. Foi a terceira chuva mais volumosa da cidade de São Paulo, desde o início das medições em 1961. Tanta água despejada de uma vez resultou em grandes alagamentos, inundações e enxurradas, atingindo com mais gravidade bairros das zonas oeste e norte da cidade de São Paulo. Os trabalhos de limpeza na região da Vila Madalena e de Pinheiros, umas das áreas mais castigadas pela chuva, seguem nesta segunda-feira, dia 27. O transbordamento de um córrego derrubou um muro e provocou uma enxurrada assustadora, onde a força da água destruiu outros muros, invadiu casas e arrastou diversos carros na região da Vila Madalena. O corpo do artista plástico Rodolpho Tamanini Netto foi encontrado em sua casa atingida pela enxurrada. A segunda vítima fatal é um motociclista, também arrastado por uma enxurrada, em Guarulhos e a terceira, um menino de sete anos, foi encontrado sem vida em uma galeria de águas pluviais no Parque do Povo, em Itapecerica da Serra. Com as três vítimas do fim de semana, subiu para 17, o número de mortos pelos temporais desde o início do período chuvoso em dezembro.
![]() Defesa Civil emite pela primeira vez o novo Alerta Severo nos celulares na cidade de São Paulo. Crédito: reprodução Painel Global De acordo com a Defesa Civil, a nova tecnologia utiliza a geolocalização e começou a ser aplicada no estado de São Paulo no começo de dezembro. Na sala de monitoramento, os técnicos verificam em tempo real o que vai se formar com certa antecedência para, então, emitir o alerta severo ou extremo. O maior objetivo é avisar a população para se preparar para uma situação extrema iminente e procurar um local seguro. As áreas de risco muito alto e mais preocupantes para alagamentos e deslizamentos, por exemplo, recebem o alerta com alarme no celular.
![]() Chuva forte se aproximando da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Crédito: Painel Global O tempo abafado, com alta umidade do ar e a influência da passagem de uma frente fria, vai novamente favorecer as chuvas fortes, entretanto os volumes estimados para capital são menores em relação às condições da última sexta-feira. Há potencial para alagamentos, enxurradas, raios e até granizo na região metropolitana de São Paulo e em grande parte do estado. |
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