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Segunda-feira, 17 mar 2025 - 15h27
Por Maria Clara Machado
NASA aponta que aumento do nível do mar está muito mais rápido do que o esperado
O nível dos oceanos subiu de maneira inesperada em 2024, superando até as projeções dos cientistas, revelou uma análise recente da NASA baseada em registros de satélites de três décadas. A mudança climática é apontada como o principal impulsionador do aumento do nível do mar.
![]() Imagem ilustrativa do satélite Pace enviado ao espaço há um ano pela Nasa para estudar os oceanos. Crédito: NASA Registros de cinco satélites desde 1993 mostram a tendência de elevação do nível dos oceanos, que mais que dobrou nas últimas três décadas. O nível global do mar subiu 10 cm. Para 2024 era esperado um aumento médio no nível dos oceanos de 0,43 cm, mas a taxa de elevação ocorrida foi de 0,59 cm, surpreendendo os pesquisadores. Não por coincidência, 2024 foi o ano mais quente do planeta Terra, que se tem registro, e 2025 já começou como novos recordes. "A elevação que vimos em 2024 foi maior do que esperávamos", disse Josh Willis, pesquisador no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. "Cada ano é um pouco diferente, mas o que está claro é que o oceano continua subindo, e a taxa de elevação está ficando cada vez mais rápida." ![]() O gráfico mostra o nível médio global do mar desde 1993. A linha vermelha pontilhada projeta o aumento futuro do nível do mar. Crédito: NASA Para os pesquisadores da NASA, a elevação do nível do mar está acontecendo de forma acelerada principalmente pelo aquecimento do oceano, que causa a expansão térmica da água, combinado ao derretimento das camadas de gelo e geleiras, relacionados diretamente à mudança climática. Os dados mostram que nos últimos anos, um terço do aumento do nível do mar se deu pela expansão térmica da água e o restante pelo derretimento do gelo. Já em 2024, a proporção se inverteu e dois terços do aumento do nível dos oceanos ocorreram por causa da expansão térmica. ![]() Aumento do nível médio global do mar de 1993 a 2024 com base em dados de cinco satélites internacionais. Crédito: Estúdio de Visualização Científica da NASA Especialistas ressaltam que estes valores são uma média anual e que o aumento do nível dos oceanos não ocorre de forma homogênea. Ao longo dos anos se observaram áreas mais afetadas e vulneráveis à subida do mar do que outras. No Brasil, já são várias localidades que sofrem com processo de erosão, complicações e danos com o avanço das águas. As projeções futuras poderão não ocorrer de forma linear, ou seja, podendo apresentar taxas de elevação do nível do mar desproporcionais a cada ano. Projeções alarmantes mostram um possível degelo total da calota polar, resultante das temperaturas acima da média, especialmente no Hemisfério Norte. O aquecimento atmosférico do planeta e dos oceanos também influencia na redução do gelo na Groenlândia, no Canadá e na Rússia, que por sua vez, eleva ainda mais o aumento global do nível do mar.
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