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Segunda-feira, 9 mar 2026 - 11h16
Por Maria Clara Machado
Nome Melissa é retirado da lista de furacões e será substituído por Molly
O Comitê de Furacões da Organização Meteorológica Mundial (OMM), responsável por elaborar a lista anual das tempestades nomeadas em cada temporada, anunciou a retirada do devastador furacão Melissa. Toda vez que um furacão é altamente mortífero e destrutivo, é comum a aposentadoria do nome, quase por superstição. Melissa entra para a história como uma das tormentas mais potentes já formadas na Bacia do Atlântico.
![]() Imagem de satélite mostra o furacão Melissa entrando no sul da Jamaica em 27 de outubro de 2025. A OMM também divulgou que Molly será o nome substitutivo.
O furacão Melissa produziu O saldo de vítimas fatais superou 90 na Jamaica, no Haiti e em outros países insulares. Além disso, Melissa entra para a história como o furacão mais intenso já observado na Bacia do Atlântico em velocidade de ventos sustentados, segundo relatório final publicado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Melissa foi comparado a outros poderosos furacões como o Labor Day (1935), Allen (1980), Gilbert (1988), Wilma (2005) e Dorian (2019). A tormenta tocou o solo com ventos de 298 km/h, o mais intenso já registrado na Jamaica. Aviões caçadores de furacões da NOAA, que fazem o reconhecimento e coletam dados no interior da tormenta, chegaram a registrar o As chuvas despejadas por Melissa chegaram a ![]() Mapa mostra o trajeto completo de Melissa até seu enfraquecimento. Crédito: HurricaneZeta/Created by HurricaneZeta using Wikipedia:WikiProject Tropical cyclones/Tracks. NASA/NOAA A Secretária-Geral da OMM, Celeste Saulo, declarou que “os riscos associados aos ciclones tropicais são reais e estão aumentando. Basta um único ciclone tropical atingir a costa para reverter anos de desenvolvimento e infelizmente, foi o que aconteceu com o furacão Melissa”. A recuperação dos danos é longa, ainda assim, os membros do Comitê de Furacões da OMM, ressaltam que a perda de vidas foi de dezenas de pessoas e não de milhares, enfatizando a importância dos alertas precoces para salvar vidas. O balanço estimado dos prejuízos foi de U$ 8,8 bilhões apenas na Jamaica. |
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