Sexta-feira, 10 jun 2022 - 10h30
Por Maria Clara Machado

Nova massa polar vai atuar por vários dias e trazer frio abaixo de zero para o Brasil

A segunda massa de ar frio do mês de junho começa a se espalhar mais pelo Sul do Brasil a partir desta sexta-feira, dia 10, e resultará em temperaturas abaixo de zero e geada por vários dias. Avisos meteorológicos estão em vigor para o Centro-Sul do país.

A imagem de satélite mostra um ciclone extratropical na altura da Argentina às 10h40 UTC do dia 10. Crédito: Goes-16/NOAA/Apolo11.com
A imagem de satélite mostra um ciclone extratropical na altura da Argentina às 10h40 UTC do dia 10. Crédito: Goes-16/NOAA/Apolo11.com

Nova onda de frio
Esta nova onda de frio não será tão intensa como a que invadiu o país em maio, mas será novamente impulsionada levando ar polar para as Regiões Sudeste e Centro-Oeste nos próximos dias, avisam os principais Centros de Meteorologia.

Há a presença de um ciclone extratropical sobre o Atlântico Sul, afastado da costa na altura do norte da Argentina, se movendo em direção ao Sul do Brasil, visível na imagem de satélite capturada pelo GOES-16 da NOAA na manhã desta sexta-feira.

Avisos da Meteorologia
O ciclone ajuda a empurrar o ar frio e deve provocar fortes rajadas de vento previstas na faixa entre 60 km/h a 80 km/h no sul e leste do Rio Grande do Sul, incluindo o litoral e Porto Alegre.

Há alerta para temperaturas abaixo de zero nas madrugadas do fim de semana e começo da próxima semana nos três estados da Região Sul e com ampla formação de geada moderada a forte, informa a previsão da METSUL.

Com o ar frio avançando, a formação de geada também poderá acontecer em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, principalmente em São Paulo e em Mato Grosso do Sul na próxima semana.

Apesar do alcance desta nova massa de ar polar, não haverá condições desta vez, para a ocorrência de neve.

O ar frio mais intenso do ano até agora atingiu o Sul do Brasil em 20 de maio, faltando mais de um mês para o inverno. Nevou em seis cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, fato que só foi registrado duas vezes no mês de maio desde 1961.

E o La Niña?
O fenômeno La Niña continua atuando e está intenso. O resfriamento anormal da superfície da água do oceano Pacífico Equatorial Leste e Central influencia o clima do globo todo e tem relação direta favorecendo o frio intenso na Região Sul do Brasil.

De acordo com informações divulgadas pela NOAA, o La Niña no trimestre do outono no Hemisfério Sul (primavera no Hemisfério Norte) entre os meses de março, abril e maio pode ser considerado o mais intenso desde 1950.

O mês de junho segue com o La Niña ativo e também o mais forte em 23 anos para o período, segundo dados da NOAA.

Anomalia na temperatura da superfície do mar em primeiro de junho na região do Pacífico Equatorial, onde o fenômeno La Niña é caracterizado. Crédito: NOAA
Anomalia na temperatura da superfície do mar em primeiro de junho na região do Pacífico Equatorial, onde o fenômeno La Niña é caracterizado. Crédito: NOAA

A última projeção dos especialistas em clima mantém a presença do La Niña durante o ano todo de 2022. Entretanto, as chances do La Niña diminuíram para 52% entre julho e setembro para depois aumentar entre 58% e 59% entre outubro e dezembro.

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