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Sexta-feira, 13 mar 2020 - 10h51
Por Maria Clara Machado
Pesquisadores relacionam disseminação do COVID-19 com temperatura e umidade
Em uma análise publicada no Social Sciences Research Network (publicação dedicada a rápidas pesquisas acadêmicas), pesquisadores do Instituto de Virologia Humana da Universidade de Maryland (EUA) confirmam que a SARS-CoV-2 que causa a COVID-19 também pode atuar sazonalmente.
![]() Mapa de temperatura mundial de novembro de 2018 a março de 2019. Os círculos representam países com importante transmissão comunitária do coronavírus. Fonte: ClimateReanalyzer.org, Climate Change Institute e University of Maine. Pesquisadores tentam avançar nos estudos e respostas para a grande quantidade diária de novos casos da COVID-19. A rápida disseminação do novo coronavírus no mundo parece ter algum tipo de relação com a temperatura e a umidade relativa do ar, acreditam os especialistas. Os pesquisadores observaram que o coronavírus teve uma importante difusão numa faixa estreita leste-oeste do globo, com padrões climáticos semelhantes, onde ocorreram temperaturas médias de 5° a 11°C e umidade relativa de 47% e 79%. Veja o mapa acima. A notável semelhança de temperatura e umidade média nas áreas afetadas primeiramente pelo novo coronavírus coincidem com o período do surto superior a um mês. Depois da China, novos epicentros do vírus ocorreram na Coreia do Sul, Japão, Irã e norte da Itália, que apresentaram padrões semelhantes. Desde então, a transmissão ocorreu em novas áreas, em todos os casos por pacientes infectados. Nenhuma das cidades afetadas pelo coronavírus atingiu uma temperatura abaixo de zero grau, relataram os estudiosos. ![]() Mapa de temperatura mundial de janeiro a fevereiro de 2020 elaborado pelos pesquisadores. Os círculos representam países com transmissão comunitária significativa, apresentando mais de 6 mortes em decorrência do novo coronavírus. Os pesquisadores propõem um modelo climático simplificado que indicaria as áreas com maior risco de propagação do COVID-19 nas próximas semanas. São observações importantes que servem para dar continuidade aos estudos da evolução da COVID-19. Na China, dados recentes mostram que a doença já atingiu seu pico e que os casos vem diminuindo a cada dia. Entretanto, não se sabe exatamente qual será o progresso em outros países. Ainda não há respostas exatas do caminho que a COVID-19 vai seguir e há diversos fatores envolvidos, mas os pesquisadores já entendem que o ambiente é um elemento importante a ser considerado no comportamento do coronavírus. |
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