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Terça-feira, 3 fev 2026 - 10h42
Por Maria Clara Machado
Portugal em situação de calamidade já começa a enfrenta a nova tempestade Leonardo
O mau tempo não está dando nenhuma trégua a Portugal. O país segue em situação de calamidade por conta da última tempestade Kristin, que varreu diversos distritos com enormes danos há menos de uma semana. Agora, a tempestade Leonardo deve trazer novamente tempo severo.
![]() Imagem de webcam ao vivo vila da Ponta Delgada, Concelho de São Vicente, onde o tempo já começou a mudar. Crédito: divulgação WINDY/NETMADEIRA
Desta vez, são impactados a parte continental e os arquipélagos de Portugal. Nesta terça-feira, o grupo de ilhas ocidental dos Açores, já se encontra em alerta vermelho para agitação marítima com ondas de 10 metros de altura e até 19 metros em mar aberto. Os ventos intensos de até 200 km/h da tempestade Kristin deixaram um grande rastro de destruição e dez mortos, e ainda há cerca de 1180 mil moradias sem energia elétrica, geradores e comunicação, quase uma semana após a passagem da tormenta, como é o caso do distrito de Castelo Branco. Já as escolas de Alvaiázere, município de Leiria, um dos mais castigados, reabriram na segunda-feira. Mais da metade da cidade teve normalizado o abastecimento de energia elétrica e água. O governo decretou calamidade pública nas áreas mais destruídas por Kristin. A preocupação no momento é com as cheias dos rios, já que irão receber mais chuva forte, o que poderá gerar novas ocorrências nas áreas que tentam se recuperar. Já na manhã de hoje, a Proteção Civil registrou cerca de 40 ocorrências.
O professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Pedro Matos Soares, declarou em entrevista para veículo de comunicação em Portugal, que o evento se trata de um “comboio de depressões”, um processo que não é novidade, embora não seja muito frequente de ocorrer. Para o especialista, a sequência de depressões se deve a presença de um anticiclone (sistema de alta pressão) sobre os Açores em latitudes mais ao sul do que o normal, o que acabou criando um corredor para as tempestades se formarem. As tempestades não passam pelo anticiclone e as depressões que crescem sobre o Atlântico são direcionadas para o leste de Portugal e até o Reino Unido. A tempestade Kristin gerou ventos sem precedentes para Portugal. |
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