Quinta-feira, 9 abr 2020 - 11h50
Por Maria Clara Machado

Réplicas em Idaho continuam nove dias após forte tremor

Dezenas de réplicas continuam sendo registradas em Idaho pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), depois do forte tremor de terra de magnitude 6.5 ter atingido a região no último dia 31 de março. O epicentro do terremoto ocorreu a 72 km a oeste de Challis, no centro do estado, mas foi sentido por boa parte de Idaho, sem deixar vítimas.

Imagem ilustrativa de Pocatello, em Idaho. Pelo menos 170 réplicas foram detectadas no centro do estado durante nove dias, após o forte tremor de magnitude 6.5 de 31 de março. Crédito da imagem: Michlaovic/goodfreephotos
Imagem ilustrativa de Pocatello, em Idaho. Pelo menos 170 réplicas foram detectadas no centro do estado durante nove dias, após o forte tremor de magnitude 6.5 de 31 de março. Crédito da imagem: Michlaovic/goodfreephotos

O USGS registrou entre os dias primeiro e nove de abril, pelo menos 170 réplicas em áreas próximas ao tremor principal. A atividade sísmica tem sido muitas vezes sequencial com pequenos intervalos.

Entretanto, os novos abalos são considerados leves e até o momento variaram entre 2.5 e 3.8 magnitudes. Somente na madrugada e manhã desta quinta-feira, foram registradas mais 8 réplicas nas proximidades de Challis e Cascade.

A lista de tremores registrados em Idaho na última semana pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos pode ser consultada no Boletim Sísmico na home do Painel Global.
A lista de tremores registrados em Idaho na última semana pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos pode ser consultada no Boletim Sísmico na home do Painel Global.

Duração das Réplicas
Rogério Leite, diretor do Apolo11, explica que após um terremoto de grande magnitude é normal o surgimentos de múltiplos tremores de menor intensidade.

“As réplicas que ocorrem após os terremotos de grande intensidade podem durar muito tempo, em alguns casos até mais de um ano e sempre ocorrem ao longo da mesma falha próximas ao local da ruptura”, afirma o diretor do Apolo11.

Rogério Leite afirma que não existe um consenso científico de quando um abalo deixa de ser uma réplica para ser um novo terremoto, mas após um longo período de inatividade detectada na mesma zona, o tremor já pode ser considerado um novo evento.

Estes tremores menos intensos que vêm ocorrendo em Idaho há mais de uma semana, podem sim ser considerados réplicas do evento principal de magnitude 6.5 do dia 31 de março.



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