Siga-nos
Quinta-feira, 21 ago 2025 - 14h42
Por Maria Clara Machado

Satélite detecta dados diferenciados de onda de tsunami, após terremoto em Kamchatka

O satélite SWOT, em inglês, Surface Water and Ocean Topography, gerou esta imagem do grande tsunami ocorrido no Pacífico, cerca de uma hora e dez após o intenso terremoto de magnitude 8.8 na costa da Península de Kamchatka, na Rússia, em 30 de julho. As informações diferenciadas do satélite ajudam na hora dos profissionais emitirem alertas mais precisos.

Imagem de onda de tsunami, após terremoto na Rússia, gerada com ajuda de dados do satélite SWOT. Crédito: EarthObservatory/NASA
Imagem de onda de tsunami, após terremoto na Rússia, gerada com ajuda de dados do satélite SWOT. Crédito: EarthObservatory/NASA

Você também pode se interessar pelo Podcast O que mais você precisa saber sobre o megaterremoto na Rússia

Este satélite é um monitoramento conjunto da NASA e agência espacial francesa CNES e tem a capacidade de mapear rios, lagos e oceanos ao redor do globo com alta precisão. O SWOT também monitora a elevação do nível do mar e impactos costeiros, sendo de grande valia no estudo das mudanças climáticas.

Quando um poderoso sismo ocorre no fundo do oceano, o evento tem força suficiente para deslocar toda uma coluna de água submarina para a superfície, explicam os especialistas. As ondas se propagam a partir da perturbação principal, ou seja, do epicentro do abalo, semelhante à queda de uma pedra em um lago, que cria uma série de ondulações.

O satélite SWOT mapeou uma visão multidimensional da borda frontal da onda de tsunami, que se propagou a partir do terremoto na Península de Kamchatka.

Foram coletados dados sobre a altura, o formato e a direção da onda de um tsunami, ajudando os pesquisadores a aprimorar os modelos de previsão e na mão contrária, mostrando que as previsões da NOAA estavam corretas.

As faixas coloridas paralelas indicam onde os níveis do mar estavam acima da média global, nas cores laranja e vermelho, e abaixo da média, em tons de azul.

Juntamente os dados do altímetro nadir do SWOT mostram a altura da superfície do mar. As áreas que aparecem em vermelho escuro mostram onde a altura da onda excedeu 0,45 metros.

Dados coletados pelo satélite SWOT referente ao terremoto de magnitude 8.8 registrado na Rússia em 30 de julho. Crédito: NASA
Dados coletados pelo satélite SWOT referente ao terremoto de magnitude 8.8 registrado na Rússia em 30 de julho. Crédito: NASA

Ben Hamlington, oceanógrafo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia, explica que uma onda de 45 cm de altura pode não parecer grande coisa, mas tsunamis são ondas que se estendem do fundo do mar até a superfície do oceano. “O que pode ser apenas 30 ou 60 cm em mar aberto pode se tornar uma onda de 9 metros em águas mais rasas na costa”.

Alertas mais precisos
Os dados coletados pelo SWOT são sobrepostos a um modelo de previsão do Centro de Pesquisa de Tsunamis da NOAA e ajudam os meteorologistas a melhorar a precisão das informações. O modelo por sua vez, monta um conjunto de cenários de tremores e tsunamis baseado em informações anteriores e observações dos sensores no oceano.

Com os resultados do modelo, a NOAA então, envia alertas para as comunidades costeiras em risco.

O Centro de Pesquisa de Tsunamis da NOAA testou seu modelo com os dados de tsunami do SWOT, e os resultados recentes foram animadores.


Acompanhe em tempo real todos os sismos registrados ao redor do globo aqui



Procure no Painel