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Quinta-feira, 23 abr 2026 - 15h16
Por Maria Clara Machado
Satélites da NASA revelam novas imagens do imponente Olho do Saara
É como uma pintura que você não se cansa de contemplar. As novas imagens do Olho do Saara foram capturadas recentemente por satélites da NASA. Essa majestosa formação geológica, também chamada de Estrutura de Richat, está localizada no Deserto do Saara, na Mauritânia, no noroeste da África, e fica evidente quando é vista do espaço.
![]() Olho do Saara capturado por satélites em 5 e 6 de março. Crédito: Landsat 9 e 8/NASA Earth Observatory/Lauren Dauphin Os astronautas usam o Olho do Saara até como ponto de referência no Deserto, por conta do formato circular e da dimensão, cerca de 40 a 50 quilômetros de diâmetro, que sempre chama a atenção. As novas imagens do Olho do Saara foram compostas por capturas a partir dos satélites Landsat 9 e Landsat 8 em 5 e 6 de março de 2026, respectivamente. Para quem explora o Planalto de Adrar pelo solo, a formação pode não ter o mesmo impacto do que vista de cima. Mas é uma região rica em história com pinturas rupestres do período Neolítico e vestígios de cidades medievais, por onde grandes caravanas cruzavam o Deserto do Saara.
Entretanto, os pesquisadores demonstraram se tratar de uma formação de rochas sedimentares e magmáticas, datada em mais de 100 milhões de anos. Os estudos mostram que o magma profundo subiu à superfície terrestre, criando uma cúpula, o que elevou as rochas sedimentares e magmáticas. Estas na parte superior e expostas passaram por diferentes taxas de erosão ao longo do tempo, o que levou ao desenvolvimento de cristas circulares, conhecidas como cuestas (encostas). Descoberta em 1965 pela missão espacial Gemini IV, a Agência Espacial Norte-Americana já capturou o Olho do Saara em outras ocasiões, revelando imagens intrigantes: ![]() Olho do Saara capturado por satélite em 2016. Crédito: NASA ![]() Olho do Saara capturado em outubro de 2019. Crédito: NASA ![]() Olho do Saara entre as dunas do Deserto, visto em imagem de julho de 2010. Crédito: NASA ![]() Mais uma imagem vista de cima mostra a grandiosidade da formação geológica. Crédito: NASA A formação foi reconhecida como sítio patrimônio geológico pela União Internacional de Ciências Geológicas em 2022. |
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