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Quarta-feira, 12 ago 2026 - 17h13
Por Maria Clara Machado

Serviço Copernicus faz alerta para julho preocupante na Europa e nos Oceanos

O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, ligado à União Europeia, divulgou recentemente em seu boletim os novos dados de temperaturas na atmosfera e nos oceanos referentes ao mês de julho. Mais uma vez foi um período de recordes alarmantes e em especial na Europa Ocidental, evidenciando a intensificação dos eventos extremos.

Mapa mostra anomalia da temperatura do ar para julho de 2026 em relação à média de julho de 1991-2020. Crédito: C3S/ECMWF
Mapa mostra anomalia da temperatura do ar para julho de 2026 em relação à média de julho de 1991-2020. Crédito: C3S/ECMWF

Ondas de calor atravessaram junho e julho
As intensas ondas de calor sequenciais que atravessaram o mês de junho persistiram ao longo de julho na Europa Ocidental resultaram num calor excepcional. Foram quatro grandes ondas de calor intenso desde maio.

Segundo o Observatório Copernicus, a temperatura média da superfície do ar na região europeia foi de 21,62°C, levando em conta junho e julho, 2,79°C acima da média do período de 1991–2020.

Tais condições meteorológicas de tempo ensolarado, quente e seco estiveram persistentes associadas ao bloqueio atmosférico, que dominou a Europa Ocidental, retendo o calor sobre a região.

Já a nível global, a temperatura média da superfície do ar no mês de julho foi de 16,90°C ou 1,47°C acima da referência pré-industrial do período de 1850 a 1900.

Assim, julho de 2026 terminou como o segundo mês de julho mais quente do globo de que se tem registro, empatando com julho de 2024 e perdendo apenas para o ano de 2023.

Anomalias da temperatura média global do ar em relação ao período de referência pré-industrial de 1850–1900, para cada mês de julho. Crédito: C3S/ECMWF
Anomalias da temperatura média global do ar em relação ao período de referência pré-industrial de 1850–1900, para cada mês de julho. Crédito: C3S/ECMWF


As ondas de calor prolongadas com temperaturas extremamente elevadas, o tempo seco com ventos moderados a fortes, alimentaram os grandes incêndios florestais sobre os países da Europa nos últimos meses.

Julho mais quente da história nos Oceanos
O relatório Copernicus também faz um alerta para as altas temperaturas dos oceanos verificadas em julho e que atingiram recordes.

A temperatura média da superfície do mar (TSM) atingiu de maneira preocupante a mais elevada já registrada para julho nos oceanos extratropicais, ou seja, fora das regiões polares, superando o recorde anterior de 2023.

Essas condições refletem diretamente os efeitos das mudanças climáticas, impulsionadas em parte pela formação do El Niño, que já está presente no Pacífico equatorial, reforçou o Boletim Climático do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus (C3S).

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) prevê a intensificação do fenômeno El Niño nos próximos meses com anomalia superior a 2°C acima do normal na temperatura da superfície do Pacífico central e leste. O oceano mais quente deverá impulsionar ainda mais eventos extremos de clima global.

Você também pode se interessar pelo Podcast Como nosso planeta vai receber o Super El Niño?

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