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Quarta-feira, 30 jul 2025 - 10h45
Por Maria Clara Machado

Toda Bacia do Pacífico sob aviso de tsunami, após megaterremoto na Rússia

O poderoso terremoto de magnitude 8.8 ocorreu próximo à costa da Península de Kamchatka, na Rússia, com epicentro localizado no fundo do oceano, o que fez os centros de monitoramento disparar alertas de tsunami para um grande raio da Bacia do Pacífico. As ondas continuam chegando e diversas localidades seguem em atenção nesta quarta-feira.

Mapa mostra localidades do Pacífico em alerta e atenção para o risco de tsunami nesta quarta-feira. Crédito: USGS
Mapa mostra localidades do Pacífico em alerta e atenção para o risco de tsunami nesta quarta-feira. Crédito: USGS

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De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o sismo foi registrado às 23h24 BRT, na noite de terça-feira, a cerca de 136 quilômetros a leste-sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, com profundidade estimada de 19 quilômetros.

Devido à intensidade e a profundidade do evento, considerado raso, os avisos de alerta e ameaça de tsunami em áreas do Pacífico, se multiplicaram na sequência e durante a madrugada.

As ondas de tsunami já atingiram áreas costeiras da Rússia, do Japão, do Havaí e da costa oeste dos Estados Unidos.

Mapa mostra localização e as ondas sísmicas causadas pelo intenso terremoto na Rússia do dia 29. Crédito: USGS
Mapa mostra localização e as ondas sísmicas causadas pelo intenso terremoto na Rússia do dia 29. Crédito: USGS

Os maiores impactos do terremoto e das ondas gigantescas ocorreram nas ilhas de Sacalina (ou Sakhalin) e nas Ilhas Curilas, no extremo leste da Rússia.

As inundações costeiras tomaram conta de uma área portuária, onde ondas de 3 a 5 metros arrastaram casas, construções pesqueiras e containers de navios. As autoridades declararam emergência e a população foi retirada antes das ondas chegarem.

No Japão, pelo menos dois milhões de pessoas foram evacuadas de áreas litorâneas também antes da chegada do tsunami.

As primeiras ondas chegaram à parte continental dos Estados Unidos por São Francisco, na Califórnia, com registro de tsunami de 1 metro durante a madrugada.

Em Seattle, Washington, as ondas continuam chegando nesta manhã de quarta-feira, dia 30.

Autoridades locais emitiram ordens de evacuação na Colômbia, Equador e Chile, que continuam em atenção.

A lista de localidades no Pacífico que receberam avisos de tsunami com ondas menores inclui partes costeiras do Canadá, Alasca, México, Guatemala, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, China, Coreia do Sul, Filipinas, Taiwan, Vietnã, Malásia e até a Indonésia, além de diversas ilhas menores do Pacífico leste.

Sexto maior evento do globo
Segundo explicações do site Apolo11, “todos esses eventos ocorreram na zona de subducção sismicamente ativa de Kuril-Kamchatka, onde a placa do Pacífico subduz para noroeste abaixo da placa da América do Norte. A expressão da superfície nessa zona de subducção, chamada trincheira Kuril-Kamchatka, fica a leste das Ilhas Curilas. Nessa região, a placa do Pacífico se move para noroeste a uma taxa de 80 mm ao ano, tornando-a uma das margens convergentes mais rápidas do mundo”.

“Para se ter ideia, essa região ao largo da península de Kamchatka teve quase 700 tremores de magnitude superior a 5.0 desde 1990, comenta Rogério Leite”, diretor do Apolo11.

O terremoto de 8.8 magnitudes na Rússia foi o sexto mais potente já registrado no globo e o segundo mais intenso nesta região da Rússia. O maior terremoto que se tem registro na região de Kamchatka é o de magnitude 9.0 ocorrido em 1952.

Réplicas se multiplicam
As réplicas se multiplicam desde o evento principal da noite de terça-feira. De acordo com o USGS, pelo menos 90 tremores secundários já ocorreram na região do epicentro até às 12h00 UTC desta quarta-feira.

A maioria de intensidade leve à moderada, mas dois sismos ainda foram fortes. O primeiro atingiu magnitude 6.9 e o segundo magnitude 6.3, e ocorreram após 45 minutos do evento principal de magnitude 8.8.

Painel Global destaca os últimos sismos de fortes intensidade registrados na Península de Kamchatka, na Rússia. Crédito: Painel Global
Painel Global destaca os últimos sismos de fortes intensidade registrados na Península de Kamchatka, na Rússia. Crédito: Painel Global


Acompanhe em tempo real os tremores secundários que estão ocorrendo no Pacífico



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