Terça-feira, 26 out 2021 - 11h15
Por Maria Clara Machado

Vulcão em La Palma está ainda mais explosivo após novos colapsos no cume

Os fluxos de lava aumentaram e continuam escorrendo sem interrupção em La Palma, nas Canárias, depois que parte do cone principal do Cumbre Vieja colapsou no fim de semana e um novo desabamento ocorreu na segunda-feira. O Instituto Vulcanológico de Canárias (INVOLCAN) também registra grande aumento da sismicidade do vulcão.

Cumbre Vieja em atividade no domingo, dia 25. Técnicos afirmam que o vulcão está ainda mais explosivo, depois de novos colapsos no cume. Crédito: Divulgação INVOLCAN
Cumbre Vieja em atividade no domingo, dia 25. Técnicos afirmam que o vulcão está ainda mais explosivo, depois de novos colapsos no cume. Crédito: Divulgação INVOLCAN

Técnicos do INVOLCAN afirmam que o vulcão Cumbre Vieja está na fase mais explosiva desde o início da erupção em 19 de setembro há cerca de seis semanas.

Duas fissuras se abriram na lateral do cume no fim de semana e agora são 5 bocas de erupção e dez fluxos de lava. Ontem pela manhã, o desabamento parcial do cone secundário deu origem a um novo caminho para transbordamentos e estouros de lava, por onde sai continuamente e com maior intensidade em direção ao sul da ilha.

Próximo à lava está o município de Los Llanos de Aridane, na província de Santa Cruz de Tenerife, o mais populoso de La Palma, que vive uma ameaça constante desde o aumento da atividade do Cumbre Vieja. Foram mais de seis mil pessoas que precisaram abandonar as casas desde o início da erupção.

Imagem térmica mostra o grande rio de lava na montanha de Laguna, nesta terça-feira, dia 26. Crédito: Divulgação INVOLCAN
Imagem térmica mostra o grande rio de lava na montanha de Laguna, nesta terça-feira, dia 26. Crédito: Divulgação INVOLCAN

Nada de calmaria
Apesar de várias semanas de atividade do Cumbre Vieja não há sinais de calmaria e a sismicidade aumentou.

Foram registrados 100 abalos sísmicos de até 9 quilômetros de profundidade só na segunda-feira. Três deles chegaram à magnitude 3.5.

Segundo o INVOLCAN, o que está acontecendo é um reajuste da atividade magmática em profundidade. Especialistas explicam que o volume anterior ocupado pela grande quantidade de magma que está saindo do interior do vulcão precisa ser compensado por um ajuste natural das rochas e este processo provoca as dezenas de sismos. Entretanto, a localização dos terremotos continua a mesma desde o começo da erupção em setembro.

Mapa mostra a quantidade de sismos registrados na região do Cumbre Vieja, em La Palma, desde o início da erupção em 19 de setembro. Crédito: Divulgação INVOLCAN
Mapa mostra a quantidade de sismos registrados na região do Cumbre Vieja, em La Palma, desde o início da erupção em 19 de setembro. Crédito: Divulgação INVOLCAN

A quantidade de dióxido de enxofre que é lançado na atmosfera também chama a atenção pelo nível surpreendente que atingiu 50 mil toneladas.

Através de imagens de satélite do programa europeu Copernicus se estima que mais de 900 hectares já foram consumidos pela lava até agora e em torno de 2200 edificações destruídas.

Os especialistas do INVOLCAN continuam afirmando que não se pode prever exatamente quanto tempo esta erupção vai durar e estimam ainda semanas ou até meses de atividade vulcânica.

Confira também Erupção em La Palma vista de cima!



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