Terça-feira, 20 ago 2019 - 15h04
Por Maria Clara Machado

Incêndios são devastadores em Santa Cruz de la Sierra

A situação é muito grave na região de Santa Cruz de la Sierra no leste da Bolívia, onde incêndios devastadores já consumiram quase 500 mil hectares de floresta e pastagens obrigando o governo a declarar desastre departamental para conseguir mais recursos.

Incêndios florestais já destruíram quase meio milhão de hectares em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Crédito: Divulgação El Diário
Incêndios florestais já destruíram quase meio milhão de hectares em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Crédito: Divulgação El Diário

A cidade de Roboré é uma das mais afetadas onde o fogo atingiu 50 mil hectares. Há três comunidades ameaçadas, mas a população ainda não foi evacuada. Toda a área consumida na região ainda será confirmada pela Autoridade Florestal e Terrestre (ABT).

Mesmo todos os esforços não têm sido suficientes para acabar com os focos de fogo e agora será necessária a ajuda do governo nacional, explicam as autoridades de Santa Cruz.

Além do tempo seco e dos ventos fortes, que ajudam na proliferação dos incêndios, ainda existe o antigo hábito na região de limpar as terras agrícolas utilizando o fogo, mesmo sendo proibido. A chamada “queima controlada” é permitida pelo governo da Bolívia.

Santa Cruz de la Sierra concentra 68% das queimadas do país. Desde o começo do ano, mais de 900 mil hectares de florestas foram queimados em Beni e Santa Cruz.

Imagens de satélite divulgadas recentemente pela NOAA mostram a grande área em marrom consumida pela fumaça e os incêndios na Bolívia:

Imagem de satélite divulgada pela NOAA mostra densa área marrom formada pela fumaça das queimadas na Bolívia. Crédito: NOAA.
Imagem de satélite divulgada pela NOAA mostra densa área marrom formada pela fumaça das queimadas na Bolívia. Crédito: NOAA.

Parte dessa fumaça avançou para áreas de fronteira do Brasil e já espalhou por estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, chegando ao interior do Paraná e de São Paulo, como foi constatado por imagens de satélites e outras observações neste início de semana.





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