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Terça-feira, 2 mai 2023 - 07h57
Por Maria Clara Machado

Inundações devem durar semanas ao longo do Mississipi após derretimento de neve

A projeção da NOAA de que o derretimento de neve iria aumentar significativamente o nível das águas da parte norte do Mississipi, se confirmou e as inundações se agravaram em diversas localidades desde a semana passada.

Inundação em Rock Island, em Illinois, onde o nível do rio Mississippi chegou a 6,5 metros esta semana. Crédito: Divulgação pelo twitter @KyleKielWX
Inundação em Rock Island, em Illinois, onde o nível do rio Mississippi chegou a 6,5 metros esta semana. Crédito: Divulgação pelo twitter @KyleKielWX

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O alerta de inundações por conta da cheia do rio Mississippi está em vigor e a previsão do Serviço de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) é que essa situação perdure por pelo menos mais duas semanas.

À medida que a neve excepcional da temporada de inverno derrete, o nível das águas do Mississipi aumenta. Quase trinta medidores estão no estágio de inundação, em especial entre os estados do Minnesota e Iowa, no meio-oeste do país.

Especialistas acreditam que a elevação do Mississippi em 2023 pode resultar em uma das piores inundações dos últimos 20 anos em algumas partes ao longo do rio.

O baixo nível das águas prejudicou o tráfego de embarcações de grãos pelo rio em 2022. O nível ficou entre os mais baixos em algumas áreas desde 1988. Já este ano, as inundações também devem prejudicar as navegações e o escoamento da produção.

Recordes à vista
O rio Mississipi atingiu o pico em La Crosse, em Wisconsin, com 4,8 metros na quarta-feira, dia 26, ainda 60 centímetros abaixo do recorde, mas com a previsão de que o rio suba mais, um novo recorde ou muito próximo disso deve acontecer.

Próximo a Davenport, em Iowa, o rio Mississippi já está em grande estágio de inundação atingindo 6 metros. Algumas casas e empresas ao longo de Davenport encheram de água e várias estradas estão fechadas, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.

Guttenberg, em Iowa, sofre com a subida das águas do Mississippi. Crédito: Divulgação pelo twitter @KStewCBS2
Guttenberg, em Iowa, sofre com a subida das águas do Mississippi. Crédito: Divulgação pelo twitter @KStewCBS2

Águas do Mississippi continuam subindo em Davenport, em Iowa. Crédito: Divulgação pelo twitter @NKTruninger
Águas do Mississippi continuam subindo em Davenport, em Iowa. Crédito: Divulgação pelo twitter @NKTruninger

Vários medidores perto de Dubuque, também em Iowa, estão prestes a atingir o terceiro nível mais alto da história, perdendo somente para os episódios das enchentes de 2001 e 1965, de acordo o escritório local de meteorologia do NWS. O nível do rio atingiu o pico no sábado, dia 29, chegando a 7 metros.

Nesta região, todas as comportas ao longo do Mississippi estão fechadas, sendo a terceira vez que isso é necessário, desde a instalação das barreiras há 50 anos. As comportas foram construídas para manter a água fora da cidade quando há os picos de cheia.

Em algumas localidades, as barreiras ainda estão conseguindo conter as inundações. Crédito: Divulgação pelo twiitter @KyleKielWX
Em algumas localidades, as barreiras ainda estão conseguindo conter as inundações. Crédito: Divulgação pelo twiitter @KyleKielWX

Temporada excepcional de neve
Os meteorologistas explicam que grande parte da neve derretida é da região do Upper Midwest, que engloba cinco estados norte-americanos, e sua chegada ao rio é lenta, portanto, ainda existe um longo período pela frente de subida e descida dos medidores.

A onda de calor observada na semana passada pode ter acelerado o derretimento da neve.

A temporada de queda de neve deste inverno foi excepcional e várias cidades no Upper Midwest tiveram grande acumulado.

Duluth, no Minnesota, Minneapolis e Madison, em Wisconsin, estão entre as áreas que tiveram grande quantidade de neve no inverno. Todo esse montante vai derreter e contribuir para a cheia sazonal da primavera nas próximas semanas e até meses, afirma a meteorologia.

O rio Mississipi, corta os Estados Unidos de norte a sul e é o segundo mais longo do país, depois do rio Missouri, que é um de seus afluentes. Ambos formam a Bacia hidrográfica da América do Norte, de grande importância pelo recurso hídrico e para o escoamento da produção agrícola norte-americana.

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