Quinta-feira, 13 jun 2019 - 13h43
Por Maria Clara Machado

Vulcão Udina chama a atenção de especialistas da Rússia

O vulcão Bolshaya Udina, localizado no extremo leste da Rússia, entrou em atividade e chama a atenção de especialistas e cientistas da Rússia. Isso porque, acreditava-se que Udina estava extinto.

Udina está localizado na península russa de Kamchatka, no extremo leste da Rússia. Crédito: Nasa.
Udina está localizado na península russa de Kamchatka, no extremo leste da Rússia. Crédito: Nasa.

Não há relatos de quando foi a última vez que o vulcão entrou em erupção e especialistas estão apreensivos em relação a uma possível atividade avassaladora, comparada a erupção do Monte Vesúvio na Itália, com a destruição completa de Pompéia e Herculano no ano de 79.

O vulcão Udina está localizado na península russa de Kamchatka, no extremo leste do país e ao norte do Japão, em uma região com diversos vulcões. Lá moram cerca de 300 mil pessoas.

Os primeiros sinais de que Udina entraria em atividade começaram em 2017, quando então, uma equipe de pesquisadores da Rússia, Arábia Saudita e Egito, começou a monitorar a montanha de 3 mil metros.
Os especialistas identificaram um caminho entre a chamada zona de Talude, uma área com grandes quantidades de magma na crosta inferior da Terra, e o vulcão Udina.

Novo Vesúvio?
De acordo com o diretor-adjunto do Instituto de Geologia e Geofísica da Academia de Ciências da Rússia e estudioso do assunto, o maior problema é o acúmulo de materiais ao longo dos séculos. "A superfície de um vulcão inativo durante milhares de anos se torna muito rígida e a pressão que contém o magma é muito forte, o que pode provocar uma grande explosão, como foi o caso do Vesúvio”.

Por outro lado tudo é incerto, a probabilidade de uma erupção é de 50%, mas Udina também poderá simplesmente liberar energia sem maiores riscos, acredita o cientista.





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