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Sexta-feira, 22 mai 2020 - 10h27
Por Maria Clara Machado

NOAA prevê temporada de furacões 2020 acima do normal

O Centro de Previsão Climática da NOAA divulgou hoje sua projeção para a temporada de furacões do Atlântico Norte 2020, que começa oficialmente no início de junho. De acordo com a Agência, vários fatores climáticos indicam que a atividade sobre o Atlântico e o Caribe será maior este ano e prevê que até 6 furacões poderão ser potencialmente destruidores.

Furacão Dorian, o mais forte da temporada de 2019, visto do espaço a bordo da Estação Espacial Internacional em 2 de setembro. Crédito: Astronauta  Christina Koch. NASA.
Furacão Dorian, o mais forte da temporada de 2019, visto do espaço a bordo da Estação Espacial Internacional em 2 de setembro. Crédito: Astronauta Christina Koch. NASA.

A probabilidade é de 60% de uma temporada de furacões acima do normal, de 30% de temporada dentro do normal e apenas 10% de uma temporada abaixo da média.

3 a 6 grandes furacões podem se formar
A estimativa da NOAA é de 13 a 19 tempestades tropicais nomeadas, das quais 6 a 10 podem se tornar furacões. Deste total, de 3 a 6 furacões poderão atingir a categoria 4 ou 5, as maiores na escala de ventos Saffir-Simpson.

Uma temporada média de furacões produz 12 tempestades nomeadas, das quais 6 se tornam furacões e 3 deles evoluem para grandes furacões.

Projeções para temporada de furacões do Atlântico Norte e Mar do Caribe 2020. Crédito: NOAA.
Projeções para temporada de furacões do Atlântico Norte e Mar do Caribe 2020. Crédito: NOAA.

Segundo as análises climáticas, não teremos a influência do El Niño este ano e há uma tendência de La Niña, o que influência na atividade do Atlântico Norte. Além disso, a temperatura da superfície da água do mar está mais alta do que a média no Oceano Atlântico tropical e no Mar do Caribe. Existem ainda outros fatores relacionados às correntes de vento na região que estão produzindo um cenário para uma das estações de furacões mais ativas dos últimos anos.

Tanto que uma tempestade tropical, nomeada Arthur, já se formou no último dia 17 de maio e contornou pelo oceano o leste da Flórida, da Geórgia e das Carolinas, nos Estados Unidos, antes mesmo do início oficial da temporada de furacões na região. O período oficial vai do dia primeiro de junho até 30 de novembro.

"A análise da NOAA das condições atmosféricas atuais e sazonais revela uma receita para uma temporada ativa de furacões no Atlântico este ano", declarou Neil Jacobs, PhD e administrador da NOAA.

Além de contar com o aprimoramento modelos de computadores e tecnologias avançadas, aeronaves caçadoras de furacões preparadas para coletar dados valiosos para os meteorologistas, este ano a NOAA lança novas ferramentas que deverão ajudar na precisão das previsões de trajetória e intensidade dos furacões durante os períodos críticos de avisos.

Lista de nomes elaborada pela Organização Meteorológica Mundial das possíveis tempestades tropicais que poderão se formar este ano. A tempestade tropical Arthur já se formou no último dia 17 de maio. Crédito: NOAA/OMM
Lista de nomes elaborada pela Organização Meteorológica Mundial das possíveis tempestades tropicais que poderão se formar este ano. A tempestade tropical Arthur já se formou no último dia 17 de maio. Crédito: NOAA/OMM

Temporada de 2020 deve ser amena no Pacífico Central
As projeções da NOAA são mais otimistas para o Pacífico Central.

A probabilidade é de 75% de uma temporada de furacões próxima ou abaixo do normal este ano na região. A chance é de 25% de uma temporada acima do normal.

De 2 a 6 sistemas devem se formar no Pacífico Central em 2020, entre depressões tropicais, tempestades tropicais e furacões. A média de uma estação é de 4 a 5 sistemas.

"Este ano provavelmente veremos menos atividade na região do Pacífico Central em comparação com as estações mais ativas", declarou Gerry Bell, PhD e meteorologista no Centro de Previsão de Clima da NOAA.
Isso deve acontecer porque “as temperaturas do oceano provavelmente serão quase dentro da média no Pacífico central e oriental, pois o El Niño não está presente este ano para aumentar a atividade."



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