Segunda-feira, 6 jul 2020 - 10h25
Por Maria Clara Machado

Novo ciclone extratropical no Sul não será do tipo bomba

Um novo ciclone extratropical deve ser formar sobre as águas do Atlântico Sul, entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul nos próximos dois dias. Meteorologistas da MetSul explicam que este ciclone extratropical não será tão severo como o ciclone bomba da semana passada.

Destruição completa de casa em Garuva após a passagem do ciclone bomba no último dia 30. Mais de três mil imóveis foram destruídos pelos ventos fortes na cidade. Crédito: Flávio Júnior, divulgação Defesa Civil de Santa Catarina.
Destruição completa de casa em Garuva após a passagem do ciclone bomba no último dia 30. Mais de três mil imóveis foram destruídos pelos ventos fortes na cidade. Crédito: Flávio Júnior, divulgação Defesa Civil de Santa Catarina.

As situações de alerta que deverão ocorrer nos próximos dois dias serão relacionadas ao aumento da chuva e dos ventos. Apesar deste próximo evento não ser tão intenso, o retorno da chuva forte e dos ventos acontece sobre áreas que já estão bastante vulneráveis por conta das destruições provocadas pelo ciclone bomba.

O solo está bastante encharcado e o nível dos rios alto, por isso os alertas priorizam, desta vez, o risco de enchentes e novos deslizamentos de terra.

Estragos superam o furacão Catarina e o tornado em Xanxerê
Já ocorreram alagamentos, queda de barreiras, deslizamentos no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Foram contabilizados milhares de destelhamentos de casas, de imóveis e de estruturas em toda a Região Sul. O número de vítimas fatais atualizado é de 12 pessoas no Sul, sendo 10 somente em Santa Catarina.

O governo do estado de Santa Catarina decretou calamidade pública na última quinta-feira e foi o mais afetado pela passagem do ciclone bomba no dia 30 de junho. Foram 188 municípios atingidos, mais da metade do estado catarinense, segundo informações da Defesa Civil.

A Defesa Civil de Santa Catarina relata que os ventos violentos alcançaram n máximo de 134 km/h, em Siderópolis, no sul do estado, e a dimensão dos estragos superou eventos como o furacão Catarina em 2004 e o tornado registrado em Xanxerê em 2015.

Destruição em Santa Catarina após a passagem do ciclone bomba no último dia 30. Crédito: Divulgação Defesa Civil de Santa Catarina.
Destruição em Santa Catarina após a passagem do ciclone bomba no último dia 30. Crédito: Divulgação Defesa Civil de Santa Catarina.

Fenômenos intensos serão mais frequentes
Mudanças nas condições do clima estão agravando e potencializando cada vez mais alguns tipos de fenômenos naturais, reafirmam os cientistas e especialistas no assunto.

Os ciclones extratropicais passam pelo mar no Sul do Brasil todos os anos e eventos como os do ciclone bomba que são raros, poderão ser observados com maior frequência no futuro.
Além de intenso, este ciclone bomba se formou sobre o continente, ou seja, sobre áreas habitadas da Região Sul, o que particularmente foi catastrófico.

Quer saber mais sobre esse tio de fenômeno? Acesse nossos podcasts e ouça Ciclone bomba foi arrasador no Sul do Brasil



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