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Segunda-feira, 17 out 2022 - 15h47
Por Maria Clara Machado

Satélite revela extensão de incêndio que destruiu estátuas Moais na Ilha de Páscoa

Imagens de satélite, divulgadas recentemente pela NASA, revelaram do espaço a extensão e outros detalhes da área queimada pelo fogo ao redor da cratera vulcânica Rano Raraku, na Ilha de Páscoa. A vegetação foi devastada pelo fogo em cinco de outubro, que atingiu cerca de 80 estátuas sagradas no sítio arqueológico, Patrimônio Mundial da UNESCO.

Imagem de satélite capturada no dia 12 de outubro revela área queimada muito próxima à cratera vulcânica Rano Raraku. Crédito: Landsat 9 NASA
Imagem de satélite capturada no dia 12 de outubro revela área queimada muito próxima à cratera vulcânica Rano Raraku. Crédito: Landsat 9 NASA

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A imagem de satélite capturada em cores naturais pelo Landsat 9, da NASA, revelou a área queimada próxima à cratera do vulcão Rano Raraku, no lado leste da ilha da Páscoa, território chileno, em 12 de outubro de 2022.

As áreas consumidas pelas chamas aparecem em marrom e a vegetação intacta na cor verde. Na mesma imagem, é possível observar o solo desgastado em tons laranja e vermelho na borda da Península de Poike.

Imagem de satélite em cores alteradas mostra a cicatriz de queimaduras resultante das chamas próximas à cratera Rano Raraku em 12 de outubro. Crédito: Landsat 9 NASA
Imagem de satélite em cores alteradas mostra a cicatriz de queimaduras resultante das chamas próximas à cratera Rano Raraku em 12 de outubro. Crédito: Landsat 9 NASA

Outra imagem de satélite em cores falsas mostra a cicatriz de queimaduras resultante do avanço das chamas.

As informações são de que dois incêndios eclodiram perto da cratera vulcânica Rano Raraku se espalhando por uma área de 100 hectares até serem controlados. As chamas acabaram atingindo a região onde se encontram as 386 estátuas gigantescas e cerca de 80 delas foram atingidas, segundo divulgou o Conselho de Monumentos Nacionais do Chile.

Autoridades da ilha esclareceram que os incêndios surgiram a partir de queima de pastagens e acabaram saindo de controle. O problema vem se repetindo nos últimos anos, mas desta vez teve maior gravidade porque as chamas alcançaram o material de dezenas do Moais, causando danos irreversíveis ao patrimônio arqueológico.

A Ilha de Páscoa e as centenas de Moais possuem uma atmosfera intrigante e mística. As gigantescas estátuas consideradas sagradas pelo povo Rapa Nui, estão espalhadas pela ilha e foram esculpidas com material de rocha vulcânica há mais de 500 anos, entre os anos 1250 e 1500.

O fogo ao atingir as estátuas acaba provocando um processo de rachadura e com o tempo elas se desfazem se transformando em areia, explicam os especialistas.

Um estudo de campo está sendo realizado por peritos para detalhar os danos e estimar o valor perdido.

Atualmente a Ilha de Páscoa conta com uma população inferior a 8 mil pessoas e o Parque Nacional Rapa Nui é aberto a turistas que chegam a cem mil por ano.

Incêndio registrado na Ilha de Páscoa no começo de outubro danificou dezenas de Moais. Crédito: Divulgação pelo twitter @BorisvanderSpek
Incêndio registrado na Ilha de Páscoa no começo de outubro danificou dezenas de Moais. Crédito: Divulgação pelo twitter @BorisvanderSpek

Os vulcões
A cratera vulcânica Rano Raraku mede cerca de 550 metros de diâmetro e por ela saem caminhos que levam em várias direções da ilha. Nessas estradas estão inúmeros Moais, dispostos de maneira irregular como se tivessem sido deixados para trás. As estátuas chegam a medir 6 metros de altura e pesam 14 toneladas.

Também ao longo da costa da Ilha de Páscoa e no interior do território existem as centenas de plataformas que servem de suporte para os Moais.

Famosos Moais erguidos na Ilha de Páscoa há mais de 500 anos. Crédito: Wikipedia/Por Ian Sewell/IanAndWendy.com
Famosos Moais erguidos na Ilha de Páscoa há mais de 500 anos. Crédito: Wikipedia/Por Ian Sewell/IanAndWendy.com

O surgimento da remota Ilha de Páscoa, no Pacífico, ocorreu a cerca de 3 milhões de anos após erupções vulcânicas, que deu o seu formato triangular.Quatro vulcões teriam sido os responsáveis pelo aparecimento da ilha e atualmente estão inativos.

O mais antigo é o vulcão Poike, que teriam entrado em erupção há 600 mil anos formando o canto sul da ilha. O segundo vulcão em atividade foi o Rano Kau que originou o canto sudoeste e depois entrou em erupção o vulcão Terevaka, no canto norte da ilha.

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