Terça-feira, 23 nov 2021 - 11h53
Por Maria Clara Machado

Vulcão de La Palma forma outro delta de lava ao sul de Tazacorte

Um novo delta de lava está em formação a cerca de três quilômetros ao sul do Porto de Tazacorte, no lado oeste da ilha de La Palma, onde o vulcão Cumbre Vieja permanece em atividade há pouco mais de dois meses. A geografia da ilha continua se modificando, enquanto especialistas não conseguem dar um prazo para o término da erupção.

Novo fluxo de lava encontra o mar na costa oeste de La Palma, ao sul do Porto de Tazacorte, segunda-feira, dia 22. Crédito: Insituto Geológico e Mineiro da Espanha/IGME
Novo fluxo de lava encontra o mar na costa oeste de La Palma, ao sul do Porto de Tazacorte, segunda-feira, dia 22. Crédito: Insituto Geológico e Mineiro da Espanha/IGME

A lava mais uma vez encontrou o mar no início da tarde de ontem provocando explosões e colunas de vapor tóxico, o que obrigou as autoridades a decretar o confinamento de pelo menos três mil pessoas na área urbana de Tazacorte e mais dois povoados próximos.

Segundo os técnicos do Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias (Pevolca), o novo fluxo que chegou ao oceano ganhou impulso nos últimos dias em razão do aumento sucessivo de transbordamentos de lava ocorridos no cone do Cumpre Vieja.

Quando o fluxo de lava de aproximadamente 1000°C encontra a água do mar com temperatura em torno de 20°C provoca inicialmente grandes explosões de vapor e gases gerando uma densa nuvem.

Os gases gerados na explosão, como o ácido clorídrico podem irritar a pele, os olhos e as vias respiratórias. Outras preocupações são colapsos costeiros e ondas de águas ferventes que podem ser perigosos neste tipo de evento.

Vão ser mais dois dias pelo menos com restrições nas operações aéreas no leste de La Palma, assim como práticas de atividades ao livre em municípios como Santa Cruz de La Palma.

Veja as imagens do momento que o novo fluxo de lava alcança o oceano Atlântico na segunda-feira, dia 22:

La Palma em transformação
Os deltas que se formaram anteriormente desde o começo da erupção já ganharam terreno pelo oceano Atlântico e continuam modificando a geografia de La Palma, que ganhou 43 hectares de sedimentos até agora.

O avanço dos fluxos de lava sobre La Palma desde 19 de setembro elevou a área total destruída para 1068 hectares, ou aproximadamente 1068 campos de futebol, segundo estimativa feita por satélites do programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia (ESA).

Mais de 1400 imóveis, a grande maioria moradias e 70 quilômetros de estradas foram destruídos de acordo com as informações divulgadas pelo Conselho de La Palma.

Os prejuízos com a erupção já são calculados em mais de 500 milhões de euros, de acordo com o governo espanhol das Canárias.

O enxame de tremores que começou a ser detectado em 11 de setembro abriu caminho para que o magma e os gases chegassem à superfície iniciando a grande erupção no dia 19 do mesmo mês.

Os técnicos que monitoram constantemente as atividades do Cumbre Vieja afirmam que está se observando uma diminuição da sismicidade neste começo de semana, depois do aumento dos tremores vulcânicos na semana passada.

A emissão de dióxido de enxofre da pluma vulcânica no cone do Cumbre Vieja também caiu para concentrações entre 900 e 1300 toneladas por dias, mas embora sejam indicativos positivos, ainda não é possível saber quando a erupção vulcânica vai parar, afirmam os especialistas.

Ouça o podcast O que aconteceu com os furacões em 2021?



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